Pornografia ? Leia isso. Por Eduardo Fauzi
Em 2026 um jovem de 15 anos terá visto mais corpos nus do que todos os humanos nascidos antes de 1900 viram em toda a sua vida. Claramente o cérebro humano não foi desenhado para processar esse tipo de informação e ainda mais nesse volume.
Seu bisavô talvez tenha visto apenas uma mulher nua em toda a sua vida, sua bisavó, esposa dele. E isso depois de mostrar valor ao sogro, seu tataravô, para obter a permissão dele. E nua mesmo, apenas na noite de núpcias.
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Essa foi a norma por centenas de milhares de anos de existência humana.
Antes da internet, acessar sexo e imagens sexuais exigia esforço físico. Valor. Coragem. Dor. Sangue derramado. Machos dominantes detinham o privilégio de ter várias esposas. Escravos eram sodomizados e castrados, principalmente para não se rebelarem.
Numa tribo derrotada os homens eram escravizados e suas mulheres tomadas deles... vem daí a hipergamia feminina? Talvez.
Quem não se mostrasse capaz de caçar, lutar, arar e semear a terra, prover e proteger, não tinha qualquer direito a requerer a filha de alguém em casamento. Ia morrer sem ver nem um peitinho.
A Bíblia está cheia de exemplos assim... como o caso de Jacó, que fugindo do irmão macho alfa e, sendo um imigrante pobre, precisou trabalhar por 7 anos no estrangeiro, de graça, pro seu próprio tio, apenas para que pudesse deposar a bela Raquel (e Lia).
E mesmo eu, quando era jovem... pouco antes do fim do regime militar. Acessar pornografia exigia uma rede de conexões e conspirações, com revistas suecas macetadas, adquiridas numa banca de jornal obscura do Centro da Cidade, trazida pelo irmão mais velho ou tio temporão de não sei quem e que sempre cobrava milhões da coletividade dos punheteiros juvenis do bairro, apenas pra ir lá no Centro e buscar o material censurado nas bancas que forneciam o material proibido... revistinhas de sacanagem que iam passando de mão em mão POR ANOS... isso se a mãe de alguém não nos fizesse o favor de descobrir e rasgar tudo, deixando a confraria dos onanistas órfã... com alguém eleito culpado pela destruição do acervo e entrando na porrada pelo desfalque no patrimônio coletivo. Era assim no subúrbio carioca nos anos 80...
A exposição a imagens sexuais era mínima e infrequente. E isso era um evento, um raro acontecimento, algo apoteótico...
Já em 2026 um menino de 9 anos tem cotidianamente mais acesso a conteúdo sexual em 10 minutos do que um Imperador Romano teve acesso em todo o seu reinado.
Muito mais variedade. Mais novidade. Mais intensidade. Tudo ilimitado. Gratuito. Instantâneo. Privado. Sem nenhum esforço ou valor que lhe autorizasse a acessar tamanha fonte de prazer.
O sistema de recompensa cerebral humano evoluiu ao longo de 2 milhões de anos em um ambiente onde a novidade sexual era quase inexistente. Sexo só para os fortes, putas só para quem fosse rico e as pudesse pagar. Escravos morriam sem jamais ver um peitinho.
Trabalhar para ter uma casa e uma fonte de renda capaz de sustentar um parceiro. Se hoje ter mais de uma mulher já é caro, imaginem antes... monogamia masculina era uma necessidade econômica.
Então era um corpo ao longo da vida. Dopamina calibrada para esse nível de estimulação do córtex pré frontal, usada para gerar conexões profundas e emoções intensas entre os envolvidos para quem o sexo era algo raro e que gerava a exclusiva explosão de dopaminas que gerava a estabilidade e unidade familiar que foi tão necessária à sobrevivência da raça humana.
E agora esse ancestral sistema evolutivo de recompensa cerebral está sendo sabotado, com a inundação de hormônios da felicidade, sobrecarregando nosso sistema nervoso com a percepção de centenas de novos e distintos parceiros virtuais por cada sessão.
Cada nova imagem, cada novo filminho de sacanagem desencadeia mais um pico de dopamina que o nosso cérebro ancestral não foi desenhado para processar.
E cada sessão reduz um pouco o nível basal. A cada vez exposto à pornografia, o cérebro precisa de mais intensidade, mais estímulo para alcançar a mesma resposta dopamínica... recomepensa intensa, sem esforço, sem mérito e em larga quantidade.
Isso gera tolerância química a baixos níveis de dopamina. O mesmo mecanismo neuroquímico que impulsiona o vício em álcool. O vício em cocaína. O vício em jogos de azar. Pornografia é isso. A única diferença é que ninguém chama isso pelo nome.
E quem vai se apaixonar, cuidar, proteger, preservar e lutar todas as dificuldades sabidas que existem para manter uma família e um relacionamento afetivo... que não é mais capaz de gerar a satisfação que nossos ancestrais tinham sendo casados, e já não geram a mesma satisfação em nossos cérebros pós modernos agora já saturados de dopamina barata fornecida pelo pornô?
Liberalismo maldito? Sim. A indústria que lucra com o consumo gasta bilhões com "estudos" sob medida para convencer toda uma geração de que isso é normal, natural e uma parte saudável do crescimento. A militância comprada, que associa pornô à liberdade, faz o resto do trabalho de convencer que pornô é saudável.
Não é porra nenhuma.
É o maior experimento neurológico não regulamentado da história da humanidade. Os participantes usualmente são crianças, incluindo, talvez, nossos filhos.
Uma criança dentre milhões... cobaias inocentes num experimento que elas nunca consentiram em participar. E nem nós.
Seu bisavô talvez tenha visto apenas uma mulher nua em toda a sua vida, sua bisavó, esposa dele. E isso depois de mostrar valor ao sogro, seu tataravô, para obter a permissão dele. E nua mesmo, apenas na noite de núpcias.
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Essa foi a norma por centenas de milhares de anos de existência humana.
Antes da internet, acessar sexo e imagens sexuais exigia esforço físico. Valor. Coragem. Dor. Sangue derramado. Machos dominantes detinham o privilégio de ter várias esposas. Escravos eram sodomizados e castrados, principalmente para não se rebelarem.
Numa tribo derrotada os homens eram escravizados e suas mulheres tomadas deles... vem daí a hipergamia feminina? Talvez.
Quem não se mostrasse capaz de caçar, lutar, arar e semear a terra, prover e proteger, não tinha qualquer direito a requerer a filha de alguém em casamento. Ia morrer sem ver nem um peitinho.
A Bíblia está cheia de exemplos assim... como o caso de Jacó, que fugindo do irmão macho alfa e, sendo um imigrante pobre, precisou trabalhar por 7 anos no estrangeiro, de graça, pro seu próprio tio, apenas para que pudesse deposar a bela Raquel (e Lia).
E mesmo eu, quando era jovem... pouco antes do fim do regime militar. Acessar pornografia exigia uma rede de conexões e conspirações, com revistas suecas macetadas, adquiridas numa banca de jornal obscura do Centro da Cidade, trazida pelo irmão mais velho ou tio temporão de não sei quem e que sempre cobrava milhões da coletividade dos punheteiros juvenis do bairro, apenas pra ir lá no Centro e buscar o material censurado nas bancas que forneciam o material proibido... revistinhas de sacanagem que iam passando de mão em mão POR ANOS... isso se a mãe de alguém não nos fizesse o favor de descobrir e rasgar tudo, deixando a confraria dos onanistas órfã... com alguém eleito culpado pela destruição do acervo e entrando na porrada pelo desfalque no patrimônio coletivo. Era assim no subúrbio carioca nos anos 80...
A exposição a imagens sexuais era mínima e infrequente. E isso era um evento, um raro acontecimento, algo apoteótico...
Já em 2026 um menino de 9 anos tem cotidianamente mais acesso a conteúdo sexual em 10 minutos do que um Imperador Romano teve acesso em todo o seu reinado.
Muito mais variedade. Mais novidade. Mais intensidade. Tudo ilimitado. Gratuito. Instantâneo. Privado. Sem nenhum esforço ou valor que lhe autorizasse a acessar tamanha fonte de prazer.
O sistema de recompensa cerebral humano evoluiu ao longo de 2 milhões de anos em um ambiente onde a novidade sexual era quase inexistente. Sexo só para os fortes, putas só para quem fosse rico e as pudesse pagar. Escravos morriam sem jamais ver um peitinho.
Trabalhar para ter uma casa e uma fonte de renda capaz de sustentar um parceiro. Se hoje ter mais de uma mulher já é caro, imaginem antes... monogamia masculina era uma necessidade econômica.
Então era um corpo ao longo da vida. Dopamina calibrada para esse nível de estimulação do córtex pré frontal, usada para gerar conexões profundas e emoções intensas entre os envolvidos para quem o sexo era algo raro e que gerava a exclusiva explosão de dopaminas que gerava a estabilidade e unidade familiar que foi tão necessária à sobrevivência da raça humana.
E agora esse ancestral sistema evolutivo de recompensa cerebral está sendo sabotado, com a inundação de hormônios da felicidade, sobrecarregando nosso sistema nervoso com a percepção de centenas de novos e distintos parceiros virtuais por cada sessão.
Cada nova imagem, cada novo filminho de sacanagem desencadeia mais um pico de dopamina que o nosso cérebro ancestral não foi desenhado para processar.
E cada sessão reduz um pouco o nível basal. A cada vez exposto à pornografia, o cérebro precisa de mais intensidade, mais estímulo para alcançar a mesma resposta dopamínica... recomepensa intensa, sem esforço, sem mérito e em larga quantidade.
Isso gera tolerância química a baixos níveis de dopamina. O mesmo mecanismo neuroquímico que impulsiona o vício em álcool. O vício em cocaína. O vício em jogos de azar. Pornografia é isso. A única diferença é que ninguém chama isso pelo nome.
E quem vai se apaixonar, cuidar, proteger, preservar e lutar todas as dificuldades sabidas que existem para manter uma família e um relacionamento afetivo... que não é mais capaz de gerar a satisfação que nossos ancestrais tinham sendo casados, e já não geram a mesma satisfação em nossos cérebros pós modernos agora já saturados de dopamina barata fornecida pelo pornô?
Liberalismo maldito? Sim. A indústria que lucra com o consumo gasta bilhões com "estudos" sob medida para convencer toda uma geração de que isso é normal, natural e uma parte saudável do crescimento. A militância comprada, que associa pornô à liberdade, faz o resto do trabalho de convencer que pornô é saudável.
Não é porra nenhuma.
É o maior experimento neurológico não regulamentado da história da humanidade. Os participantes usualmente são crianças, incluindo, talvez, nossos filhos.
Uma criança dentre milhões... cobaias inocentes num experimento que elas nunca consentiram em participar. E nem nós.

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