Quando chegou ao Brasil a notícia de que o ativista conservador Eduardo Fauzi havia sido capturado pela Interpol, na Rússia, e mandado pra Sibéria, o clima foi de comemoração...
"Não dura uma semana", disseram. "Esse tá acabado" outros torceram. E pode ser até que numa entrevista que ninguém viu, dada a um podcast irrelevante, aquele Diretor do Porta dos Fundos, Antônio Tebet, teria dito "vai morrer rápido e, cara, ele vai sofrer muito antes de morrer, vai sofrer pra caralho na mão dos caras..."
O que fica bem visível no vídeo acima é que quando eu finalmente fui extraditado, depois de 18 meses preso na Rússia, eu tive alguma dificuldade de passar pela porta do escritório consular, onde o exército e as autoridades diplomáticas russas me entregaram aos policiais federais brasileiros, responsáveis por executar minha extradição.
E, se eu tive alguma dificuldade de passar pela porta do escritório... é porque eu sou do tamanho da porra da porta. E da largura da porta também.
2mts, 130kg de homem brasileiro, integralista, cristão, conservador, temente a Deus e a mais nada... raça cósmica, com meu sangue luso e minha herança afro e tupi, correndo aqui dentro de meu coração e minha alma...
E fico feliz se alguém puder falar pro Tebet, um carinha legal, pessoa do bem... que naquela minha cela gelada de número 652, no início da Sibéria, até teve gente que sofreu e sangrou... mas foram eles, "os caras" que sofreram e sangraram e que na minha mão ganharam o que mereciam... e sempre com algum juro.
Então, sistema filho da puta... volta e tenta de novo, mas agora tenta direito porque, até aqui, ainda não deu pra vocês.
Anauê porraaaa 

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