sexta-feira, 19 de março de 2021

EDUARDO FAUZI: O “THEODORE KACZYNSKI” DO INTEGRALISMO!

EDUARDO FAUZI: O “THEODORE KACZYNSKI”  DO INTEGRALISMO!

Rod Tigre. músico, desenhista, historiador, pesquisador, roteirista, escritor e coordenador do MIL-B do Rio de Janeiro/ RJ




  Apareceram fotos minhas em reuniões da ACCALE em forma de “denúncia” (como se fosse um crime participar de uma reunião na sede de uma organização nacionalista) e algumas pessoas viram e me perguntaram o que me levou a participar de movimentos Integralistas e nacionalistas.

  Para responder isso de uma vez vou esclarecer através desse artigo. Sou um pesquisador das Histórias em Quadrinhos e descobri que o Gustavo Barroso criou o Príncipe Oscar em 1908, simplesmente o PRIMEIRO SUPER-HERÓI DO MUNDO! A ACCALE foi a ÚNICA organização que se interessou e me convidou para dar uma palestra em sua sede! E isso não é motivo de vergonha, foi um orgulho participar, as palestras nas reuniões da ACCALE que eu fui sempre foram excelentes  e é um orgulho ser chamado de Integralista! Mas digo que faço parte de um movimento 100% LEGAL, que é o Integralismo LINEAR, vou processar cada um que me chamar de fascista ou nazista daqui pra frente!

   Também me encantei com o Vovô Índio, símbolo natalino criado pra destronar o Papai Noel criado por Plínio Salgado em uma inusitada e pouco conhecida parceria com Monteiro Lobato. O pesquisador Guilherme Jorge Figueira descobriu isso, mas as pessoas insistem em negar essa criação porque querem esconder o passado Integralista do Monteiro Lobato! Ainda que eu achasse o Vovô Índio genial, só encontrava artigos ridicularizando a idéia do Vovô Índio, que é promover uma nova simbologia brasileira em substituição a estrangeira. Mas como eu achei o máximo tomei pra mim a missão de dar maior visibilidade e respaldo para esse antigo sonho, o que me levou a escrever e publicar um livro sobre o assunto. Encontrei indícios da participação de Monteiro Lobato no movimento Integralista nunca comentados por ninguém, inclusive entrevistas do próprio Monteiro Lobato assumindo sua fé no Integralismo. E foi a partir daí, através desses dois personagens esquecidos da ficção brasileira, Príncipe Oscar e Vovô Índio, que eu passei a me interessar pelo Integralismo em si. E quanto mais pesquisava mais me surpreendia, descobrindo que nomes que eu tenho muita estima  tiveram alguma participação no tão mal falado movimento: os cineastas Humberto Mauro e Glauber Rocha; Ignácio Telles, considerado uma influência da Sociedade Alternativa, fundada por Raul Seixas; o diretor de teatro Zé Celso Martinez; Vinicius de Moraes; a atriz e diretora de cinema Carmem Santos; o sociólogo Guerreiro Ramos; Aníbal Teixeira, que foi secretário de JK e Tancredo e ministro de Sarney; Mestre Irineu, fundador da Doutrina do Santo Daime; Mestre Gabriel, fundador da Doutrina da União do Vegetal... O que será que essas pessoas que eu tanto admiro viam nesse “tal” de Integralismo? O livro “Plínio Salgado, meu pai”, de Maria Amélia Salgado Loureiro me fez enxergar Plínio como uma pessoa maravilhosa, e após ler “A Quarta Humanidade” não tive duvidas da profundidade do pensamento desse magnífico escritor e entendi porque as pessoas o seguiam, ele foi o arauto de um Brasil dos sonhos, muito mais do que qualquer outro, e entendi que muita coisa estava errada no que comumente é difundido sobre ele porque ele foi e ainda é o maior perigo para os que não querem o Brasil livre! Minha tendência de “ver com meus próprios olhos” fez com que eu me aproximasse dos atuais Integralistas, embora em pouco tempo tenha notado que havia um abismo entre o que eu lia e admirava na obra de Plínio e a conduta das pessoas que diziam ser seus atuais representantes. Embora as análises públicas sobre o conteúdo da obra de Plínio fossem totalmente equivocadas, algumas coisas batiam com o que era dito sobre os Integralistas em si, de fato, se por um lado eram todos extremamente cultos, com uma bagagem de leitura muito acima da média, a maioria era extremamente moralista e retrógrada em relação às liberdades individuais, mas, como disse, a obra deixada nos livros Integralistas permite interpretações mais libertárias da Doutrina Integralista, e ficou o conflito, eu devia abandonar o movimento porque eu não me identificava com algumas pessoas que faziam parte (talvez a maioria)? E confesso que o conflito perdurou até eu ter a oportunidade de conhecer o trabalho do MIL-B, quando conheci a vertente Linearista que interpreta a Doutrina Integralista sob a luz do século XXI! Muito mais moderna e atualizada, portanto! O MIL-B não discrimina pessoas, o Linearismo propõe o Novo Integralismo para toda sociedade brasileira, incluindo pessoas de todas as religiões e raças. São aceitos homossexuais, roqueiros de todas as tribos, usuário de cannabis, consagradores de ayahuasca... Ninguém está proibido pelo MIL-B de considerar o Método Integralista o melhor caminho para melhorar o Brasil!

  Durante minha trajetória em que me propus conhecer e estudar o Integralismo, participei de um curso promovido pela Casa de Plínio Salgado no Rio de Janeiro, onde tive por professores o escritor Sérgio de Vasconcellos e Guilherme Jorge Figueira. Nesse curso fui colega de Eduardo Fauzi, que também participou e eu tive a oportunidade de conhecê-lo, sempre muito educado e cordial com todos e mostrando bastante cultura e interesse pelos livros e autores de política underground, não somente do Integralismo, mas de todas as tendências que fazem parte do espectro das chamadas 3a Posição e 4a Posição políticas! Foi junto com o professor Guilherme que escrevi o livro sobre o Vovô Índio, do qual ele também é um grande entusiasta e já pesquisava muito antes do que eu. O professor Sérgio escreveu a apresentação do meu livro e admiro muito a obra dele “Pedra da Gávea: Vi, Estude e Escrevi”, um dos melhores livros que eu já li sobre as misteriosas inscrições da Pedra e a famosa “Cabeça do Imperador”. Também é o criador da “paleobrasiliologia”, o estudo da pré-história brasileira, um tema que é muito do meu interesse e autor dos diversos volumes de “Integralismo: Novo Paradigma”. Porém tenho verdadeira aversão pelo conceito “pseudo-integralismo” criado por ele, que seleciona quem pode e quem não pode ser Integralista. Segundo esse critério seletivo, eu estou fora, pois pra mim o Integralismo é para todos sem distinções e o conflito não cessa no futuro Estado Integralista, ou não existiria a Democracia Orgânica onde os diferentes pontos de vista são votados pelos representantes das corporações.

  Através do mago Leonardo de Albuquerque, líder da A.A. (Astrum Aurum) no Brasil, uma tradicional escola de magia e conceituador do INTEGRALISMO MÍSTICO (que visa INTEGRAR todos os brasileiros pondo fim aos conflitos religiosos, ideológicos e/ou sociais), descobri que existiu uma revista de quadrinhos Integralista chamada RA TA PLAN e que o Integralismo não existe só no Brasil e que era o mesmo ideal dos ingleses Francis Bacon (22 de janeiro de 1561 – de abril de 1626), líder da Ordem Rosa Cruz, do poeta William Blake (29 de novembro de 1757-12 de agosto de 1827) e de John Hargrave (6 de junho de 1894 – 21 de novembro de 1982), fundador do grupo ocultista Kibbo Kift e dos Camisas-Verdes da Inglaterra, do alemão Johann Wolgang Von Goethe (28 de agosto de 1749 – 22 de março de 1832), do pintor italiano Leonardo da Vinci (15 de abril de 1542 – 2 de maio e 1519) e do médico suíço Paracelso (17 de dezembro de 1493 – 24 de setembro de 1541); que o Integralismo se encontra nas obras espiritualistas dos brasileiros Henrique José de Souza (EUBIOSE), do médim Chico Xavier, do padre Júlio Maria, de Epíaga (ROSA CRUZ), de W. W. da Matta e Silva (UMBANDA), de Alziro Zarur (LBV), de Edgard Armond, de Roselis Von Saas, de Cláudia Bernhardt de Sousa Pacheco, de America Paoliello Marques (RAMATIS), de Aiçor Fayad (IRMÃO X), de Mário Sassi (VALE DO AMANHECER), de Divaldo Pereira Franco, de Nelson Morais, de Franklin Santana Santos, de Arthur Franco, de Roger Feraudy, do Marcelo Ramos Motta e de Euclydes Lacerda de Almeida (O.T.O.), de Paulo Antônio L. Fernandes (COMANDO ASHTAR SHERAN), do português Vitor Manuel Adrião, do judeu Jacob Shelldher; e que Integralismo é um sinônimo de HOLISMO, termo criado na África por JAN SMUTS, e também foi com o Mestre Leonardo que eu conheci o MOVIMENTO INTEGRAL INTERNACIONAL, surgido na ÍNDIA, que tem por representantes os nomes de SRI AUROBINDO, MIRRA ALFASSA, INDRA SEM, SAVITRI DEVI, se espalhando pelo mundo todo na obra do japonês Yasuhiko Genku Kimura, do russo Pitirim Sorokin, do austríaco Rudolf Steiner, do húngaro Ervin László, do suíço Richard Tarnas, do alemão Jean Gebser, do também indiano Osho, do italiano Frank Giano Ripel, do norte-americano Ken Wilber... Esse Integralismo universal já existia na Grécia no século VI antes de Cristo com o filósofo HERÁCLITO DE ÉFESO; na França, com o missionário protestante francês e etnólogo, MAURICE LEENHARDT (9 de março de 1878 - 26 de janeiro de 1954); na Alemanha, com o filósofo WILHELM CHRISTIAN LUDWING DILTHEY (19 de novembro de 1833 - 1º de outubro de 1911) e o naturista HANS SURÉN (10 de junho de 1885 – 17 de fevereiro de 1972); na Escócia/EUA com  JOHN MUIR (21 de abril de 1838 —24 de dezembro de  1914); com o matemático WILLARD  VAN ORMAN QUINE (25 de junho de 1908 — 25 de dezembro de 2000) e o futurologista, engenheiro social e projetista industrial judeu JACQUE FRESCO (13 de março de 1916 – 18 de maio de 2017), nos EUA; na Áustria, com o filósofo LUDWING JOSEPH JOHANN WITTGENSTEIN (26 de Abril de 1889 — 29 de Abril de 1951) e o etnólogo, biólogo e naturalista KONRAD LORENZ ( 7 de novembro 1903 – 27 de fevereiro 1989); na Romênia com o físico BASARAB NICOLESCU e no Brasil com HUBERTO RHODEN, PLÍNIO ROLIM DE MOURA, NORBERTO R. KEPPE e ERNESTO BONO! Todos esses nomes usaram o nome INTEGRALISMO e a busca pelo HOMEM INTEGRAL em algum momento em suas obras, provando que o estudo do Integralismo pode trazer muito mais referências do que somente um círculo restrito de autores conservadores para aqueles que tiverem coragem de ler os novos autores que eu indico pra incrementar os conhecimentos dos adeptos da Doutrina Integralista ampliando a visão espiritualista e para-científica de todos que assim fizerem.

  Plínio Salgado teve contato com os hashashin na sua sede em Lisboa durante seu exílio, onde foi iniciado. Isso está oculto na obra de Sacerdos. Os templários e os hashashin tinham a mesma cosmovisão, e do intercâmbio entre eles que nasceu o catarismo. A aproximação do Integralismo com os hashashin iniciou com Maurras, tendo sido o escritor francês excomungado por isso. Plínio Salgado conversava com um daemon chamado Grã-Alcibíades (que também se comunicava com Machado de Assis), e foi através dele que teve visões sobre a Quarta Humanidade e a vinda de um reino espiritual e aprendeu sobre hermetismo, neoplatonismo e outros mistérios. Portanto são influências ocultas do Integralismo o livro sobre a Ordem dos Assassinos do austríaco Joseph von Hammer (1818). Temos ainda refrências ocultas do Integralismo no culto a Indra, um dos primeiros deuses indianos é o responsável pela derrota do mal supremo após tomar a bebida Soma, o significado do simbolo máximo do Integralismo. Em sua representação, Sindra aparece montado em um elefante branco e possui quatro braços. Por conta dessa ligação simbólica e ancestral da Soma enquanto bebida mágica, tanto os cultos do Santo Daime quanto da UDV possuem influências da AIB, nos uniformes e na organização militarizada.

  Pachacuti, (em espanhol Pachacútec, do quíchua Pacha Kutiq, "O que muda a Terra", ou "Reformador da Terra"; Cusco, 1408 - 1474) foi o nono Sapa Inca e o primeiro Inca do Tawantinsuyu, uma Doutrina que proporcionava administração muito parecida com a Camara Orgânica do Integralismo, através de corporações de quem exercia a mesma atividade escolhendo seus representantes numa espécia de camara legislativa. Ele foi sucedido por seu filho Túpac Yupanqui. Pachacuti, segundo as crônicas, foi um grande guerreiro, conquistador e imperador, e também grande administrador, planejador, filósofo e observador da psicologia humana e general carismático

  Sob esse prisma, o Integralismo não foi criado, mas descoberto no Brasil por Plínio Salgado, e é muito mais antigo e maior do que a AIB, não teve começo e nem terá fim, sendo um método lógico aplicado para o benefício da humanidade ao trazer a HARMONIA! Meu conceito de Integralismo é muito mais amplo do que o de outros Integralistas que se encontram em organizações não-Lineares. Não concordo com a imposição de nenhuma pauta conservadora moralista, a não ser enquanto exemplo! Ter boa conduta é muito belo e deve ser incentivado, mas a única forma que eu já vi dar certo a obrigatoriedade das pessoas seguirem leis morais foi através da violência, o que já deturpa a beleza de uma postura elevada. Posso até dizer, por provocação e não por verdade absoluta, que sou um LIBERAL nos COSTUMES e um CONSERVADOR na ECONOMIA! Por quê diria isso, mesmo que só  por provocação (ainda que com um fundo de verdade), teria alguma coerência?

  “Costume” é uma liberdade de cada um, cada pessoa tem direito de viver sua sexualidade, seus gostos, suas preferências, como bem entender com seus comuns, desde que exista a ética de não agredir outras pessoas, o limite é o bom senso, uma linha tênue, mas uma sociedade visando ser INTEGRAL e construída na base da paz, da justiça e da liberdade, torna perfeitamente possível uma boa convivência entre todos. Já a “economia” é o que garante o bem comum, é a necessidade que independe da vontade individual, é a educação, a saúde, a energia elétrica, o saneamento, a cultura.  Todos esses fatores e o capital humano dependem da economia. Obviamente, ser conservador em termos econômicos implica ser NACIONALISTA! Pensar o contrário disso, permitir que a economia seja livremente controlada pelo mercado é loucura, individualismo, egoísmo, mais do mesmo, enfim... MATERIALISMO!

  Eduardo Fauzi se tornou conhecido por liderar um suposto atentado contra o grupo Porta dos Fundos, que não foi atentado nenhum, devido a um programa de humor em que ridicularizam a imagem de Jesus Cristo, o retratando como um pateta homossexual. Isso não é nenhuma novidade, e no mundo inteiro controlado pelo ZOG existem obras assim. O Talmude, livro dos ensinamentos ocultos dos judeus, está repleto de menções a sexualidade de Cristo e de Maria, de maneira injuriosa. Enquanto NACIONALISTA, claro que vou defender um ataque contra a NETFLIX, uma empresa ESTRANGEIRA que ALIENA MILHÕES DE BRASILEIROS com sua programação de produções, na sua maioria, estrangeiras, ou então de péssima qualidade como esse episódio aí, que eu nem conheço e não tenho nenhum interesse de poluir meus pensamentos com tal conteúdo que eu sei que é lixo. Não sou contra o questionamento de qualquer religião (embora não seja do meu feitio já que sou religioso), um artista deve ter sua liberdade criativa e crítica assegurada, porém no lugar certo, para o público especifico, um festival de cinema underground, por exemplo, em que o público estivesse acostumado com esse teor, mas nesse caso não se trata de arte, o tal especial de natal é mais uma imposição da burguesia e não preciso nem assistir pra saber que se trata de um programa que visa ALIENAR a população, EMBURRECER o povo brasileiro, FERIR a fé dos ingênuos, já que um povo instruído é um povo que se auto-gerencia e assim, logo todos deixariam de contratar o serviço de uma empresa que não é brasileira, cujos lucros através dos anunciantes e assinaturas não será revertido para o benefício da nação, mas aos interesses internacionais, que com certeza não são o de elevar a inteligência de nosso povo, que não é o caso de ser um povo em condições de ser guiado pela maioria, necessitamos de uma minoria esclarecida preparada para orientar a massa, e nesse sentido, e em todos os outros, foi louvável o ataque aos representantes das grandes potências que exploram nosso país aniquilando as produções locais atrapalhando o desenvolvimento de uma industria audio-visual realmente nacional e comprometida com a verdadeira cultura genuína! Nesse sentido, todo artista brasileiro independente tem por obrigação considerar Fauzi um herói!

    Mas não se enganem, o cristianismo é um dever atualmente que deve ser superado junto com todas as demais seitas judaicas distantes de nossas tradições nativas, e o MIL-B proporciona nossa reinserção no passado Imperial Inca do Brasil, com a retomada da tradição Inti Raymi Tupy! Assim como apoiamos a explosão das estátuas da Havan, um símbolo estrangeiro que fere o orgulho nacional, dizemos o mesmo do Cristo Redentor, o qual o MIL-B defende que seja explodido e substituído por uma divindade nativa! Não quero de forma alguma prejudicar o meu colega de curso que agora reside na Rússia, que eu tanto admiro, ao compará-lo com um nome radical como Theodore K.! Fauzi ter se tornado conhecido pode se tornar um bônus ou um ônus pro Integralismo como um todo, se cabe aos Integralistas saber aproveitar a oportunidade de esclarecimento para a população do que é o Integralismo com essa visibilidade que ele proporcionou, para mim é indiferente, pois admiro-o com sinceridade por inaugurar o estilo Integralista/revolucionário dissidente político, e tal qual Kaczynski, abrir mão da sua própria segurança em nome de um bem maior: a liberdade humana! Não essa liberdade mesquinha de fazer libertinagem, mas a liberdade de poder usufruir de uma vida saudável, de ter o direito de não ser poluído e nem sua família por informações tóxicas, caso da programação da Netflix e congêneres. Em primeiro lugar, é importante destacar que nem todos os Integralistas ficaram contra Eduardo Fauzi, nós do MIL-B não abandonamos um camarada em um momento difícil e estamos do lado dele! Não somos covardes que abandonam os camaradas, mesmo o Eduardo Fauzi sendo ex-membro de outra organização Integralista que não o MIL-B. E um ponto de suma importância é aproveitar que o Integralismo está sendo discutido até mesmo nas grandes emissoras de televisão abertas e classificar a Doutrina Integralista em sua devida posição de acordo com cada grupo que se propõe a estudá-la. O Integralismo atual é uma Idéia, e como tal, ela é livre de interpretação. Para Eduardo Fauzi, em sua obra “Metafísica da Terceira Posição”, o Integralismo é propagado como uma Doutrina de TERCEIRA POSIÇÃO! O conceito da Terceira Posição para denominar movimentos de caráter nacionalista surge com o presidente argentino Juan Domingo Peron, eleito três vezes presidente de seu país, de 1946 até sua derrubada em 1955 e de 1973 até sua morte em 1974, quando declara: “é evidente que nenhuma dessas duas soluções, nem a liberal, nem a marxista, nos levaria à conquista da felicidade que ansiamos para nosso povo. Assim foi que nos decidimos a criar as novas bases de uma Terceira Posição que nos permitiu oferecer a nosso povo outro caminho que não conduzisse à exploração e à miséria. Em uma palavra, uma posição completamente argentina, para os argentinos, o que nos permitiu seguir em corpo e alma a rota da liberdade e da justiça que sempre nos assinalou a bandeira de nossas glórias tradicionais”. No livro “América Latina: agora ou nunca”, de 1967, Péron revelou que o que defendia era o nacional-socialismo: “É conhecida a minha posição a respeito da influência estrangeira no problema argentino: o país se liberta do imperialismo que o neocoloniza ou nunca conseguirá resolver seu problema econômico ... O mundo atual caminha para uma ideologia socialista, tão distante do capitalismo já ultrapassado como do marxismo internacional dogmático ... O justicialismo é um nacional-socialismo cristão”. Para Armando Zanine, presidente do Partido Nacional Socialista Brasileiro e que depois se tornou Integralista e fundador do Movimento Nativista só haviam duas posições: uma a favor do nacional-socialismo e outra contra! Nos moldes modernos, a Terceira Posição foi desenvolvida na Itália a partir de 1978, e seu principal ideólogo foi Roberto Fiore. No Brasil, a Terceira Posição é defendida por bandas de RAC (Rock Anti Comunista) como Bandeira de Combate e Estandarte Patriótico, e pelas organizações nacionalistas camaradas do MIL-B, com influências do Integralismo: ACCALE, CARECAS do ABC e MOVIMENTO INTEGRAÇÃO, presidido pelo camarada do MIL-B, Jo Rodrigues.

  O CHEFE do Integralismo Plínio Salgado determinou o Integralismo na 4ª POSIÇÃO, como uma evolução de todas as posições políticas anteriores! Alguns Integralistas atuais dizem que o que foi escrito por Plínio pós-11 de maio de 1938 (data da revolução Integralista que, malograda, pôs fim definitivo  na AIB na década de 30, que resistiu por um tempo de forma clandestina após o golpe de 10 de novembro de 1937 que proibiu o Integralismo) não é valido, mas para outros é levado em conta que Plínio voltou a usar o uniforme a partir de 7 de outubro de 1957, quando o símbolo do PRP passou a ser o Sigma, podendo ser considerado esse período 57-63 uma volta oficial do movimento nos moldes do da década de 30, lembrando que Plínio Salgado considerou 1964 uma “revolução Integralista”, segundo carta enviada a Castorino. E há aqueles que consideram a AIB dos anos 80/90, que foi fundada por Anésio Lara e encerrou chefiada pelo Cássio Guilherme, que convocou o Congresso Integralista de 2004 e depois fundou o MIL-B oficialmente, como um autêntico momento da Ação Integralista Brasileira, sendo portanto o MIL-B, sob essa linha de raciocínio, a organização OFICIAL que dá CONTINUAÇÃO a Ação Integralista Brasileira!

   Plínio aperfeiçoou a Doutrina Integralista com o tempo, acrescentando também o conceito da CRITERIOLOGIA INTEGRAL (que impede que a solução de um problema gere outro problema) e NUNCA deixou de ser o Chefe! A Quarta Posição já estava subentendida nos escritos antigos da AIB, é só lembrar os conceitos da QUARTA HUMANIDADE, de Plínio Salgado, e do QUARTO IMPÉRIO, de Gustavo Barroso, já presentes na década de 30. Gustavo Barroso em “O Que o Integralista Deve Saber”, (pag. 69) condena as 3 posições e também sugere uma quarta: “ser somente regionalista é um erro (1), ser somente patriota outro (2), ser somente universalista outro (3). É necessário ser suficientemente os três (4)”. Na Rússia, há um escritor chamado Dugin, que eu nunca li, e que alegam que criou a chamada QUARTA TEORIA POLÍTICA, e se há alguma ponte de convergência entre as duas teorias, a de Dugin e a de Plínio, que ela seja mostrada, sem jamais REBAIXAR o Integralismo em nome de um movimento novo e estrangeiro! O político Leonel Brizola (que existem fotos encontradas pelo historiador Integralista, Marcelo Eiras, como pliniano e águia-branca) que governou o Rio Grande Sul junto com os Integralistas, também defendia o Socialismo Moreno que ele classificava na 4ª Posição, conforme aprendeu com Plínio Salgado! As organizações que defendem atualmente a Quarta Posição Política no Brasil são a Nova Resistência e a Frente Integralista Brasileira. O legado da organização TFP e a obra de Plínio Correa de Oliveira são muito influentes tanto para a Terceira Posição Brasileira quanto para a Quarta, que se declaram abertas para todas as religiões, mas seguem todos os dogmas do catolicismo, o que não acontece no exterior, onde, por exemplo, a Casa Pound, mais famosa organização de Terceira Posição da Itália, defende a legalidade do aborto como forma de eugenia, algo que é impensável para as organizações brasileiras equivalentes.

  Nem 3ª e nem 4ª posição, o Integralismo Linear evoluiu o Integralismo para a 5ª POSIÇÃO POLÍTICA a partir da obra-prima do Doutrinador Linear, Cássio Guilherme Reis , “A 5ª HUMANIDADE”, que levou o Integralismo a um outro patamar no século XXI, forçando com que o Integralismo atual precise, necessariamente, ser estudado sob o ponto de vista Linear!

  Estrategicamente a ação de Fauzi e seu grupo foi impecável! Aproveitou um momento de repúdio popular de parte significativa da população brasileira contra o fato abjeto e colocou novamente o Integralismo em alta no debate nacional, e até mundial! Ao contrário do que foi dito “por aí”, o uso de máscaras já ocorre desde a época da 2ª AIB que existiu nos anos 80 e 90, que fizeram muitas ações de máscaras, inclusive com membros dando entrevistas mascarados (têm no youtube), e a ação obrigou os demais Integralistas a se posicionarem de maneira direta, ou seja, foi uma máscara que serviu para tirar outras máscaras! E ficou claro a postura de alguns por aí, que falam que são Integralistas, um movimento cujo lema é “Anauê”, somos todos IRMÃOS em tupi, e que incentivaram que quem soubesse informações sobre Fauzi transmitisse pra polícia. Mesmo que supostamente ele estivesse errado (e não estava), é essa a postura de irmão? O nome disso é X-9, e sabemos qual o destino amargo que dizem que as pessoas que recebem esse título têm...

  Podemos incluir Eduardo Fauzi numa lista de pessoas que estão em luta ou lutaram contra os males da modernidade que contém os nomes de Yuval Noah Harari, Nicholas Carr, Jaron Lanier, Serge Monast (que foi assassinado), Johnn Wayne Todd (preso e depois assassinado no hospital psiquiátrico), Kirkpatrick Sale, Henry Makow, o cantor inglês Elton John, a escritora Lygia Fagundes Telles (que escreveu contra a intenet), o colunista do jornal Estadão (que escreveu contra as redes sociais) e escritor Raul Drewnick, Julian Assange (que está preso), Fritz Springmeier (preso por 7 anos), Nasim Aghdam (youtuber iraniana que foi assassinada) e principalmente Theodore Kaczynski (prisão-perpétua), que forçou através de atentados a bomba e posteriores ameaças, os jornais norte-americanos a publicarem seu manifesto contra a tecnologia “A Sociedade Industrial e Seu Futuro”, demonstrando estar de acordo com a Doutrina Integralista: o maior inimigo declarado do Integralismo é o TECNISCISMO e na guerra contra esse monstro todas as armas são válidas!

Artigo escrito pelo camarada Rod Tigre ANTES da prisão de Eduardo Fauzi que ainda não tinha sido colocado no ar e que agora se torna urgente. O MIL-B torce pelo camarada Eduardo Fauzi, que ele tenha um julgamento justo com todos seus amplos direitos e que responda em liberdade. Fauzi, conte com o MIL-B! ANAUÊ!

Assista ao documentário “Fauzi Herói/ Ato Sancto” no youtube


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